Por dentro

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Meu trabalho preferido na Agexcom foi…
"São 18 anos de existência e muitos momentos marcantes para quem passou pela agência, o difícil é escolher "
Bruna Lago


Carolina Quirino foi estagiária da Agexcom há dez anos, e diz lembrar de todo o estágio com muito carinho. Mesmo assim, diz lembrar com especial atenção quando a Unisinos e a Agexcom ficaram responsáveis por sediar o primeiro Colóquio das Agências Experimentais de Comunicação do Rio Grande do Sul. “Por ser o primeiro, não tivemos uma base. Tudo foi estruturado do zero”, relembra. Foi trabalhoso, mas tivemos uma bela recompensa quando tudo deu certo.


Outro momento que marcou não só a Carolina, mas todas as pessoas que se envolveram com o evento, foram os 40 Anos do Curso de Comunicação. “Esse foi um dos meus últimos trabalhos como estagiária da área de Publicidade da Agexcom e foi uma honra fazer parte de um evento tão importante”, diz Carolina. “O legal foi que, por ser o aniversário dos cursos dos estagiários da Agex, conhecíamos melhor o público, que também fazíamos parte. Cada mini evento foi pensado com carinho e realizado com muita dedicação.”

As ações dos 40 Anos do Curso de Comunicação mobilizaram toda a agência e os alunos (Foto: Reprodução)


Dez anos depois, a lembrança dos trabalhos ainda é especial para a publicitária, que lembra da época com muito carinho. “Além de ter sido minha primeira experiência profissional, tive a oportunidade de conhecer e trabalhar com pessoas maravilhosas, que contribuíram para o meu crescimento pessoal também”, conta ela. “Afinal de contas, passávamos as tardes juntos e acabamos trocando muitas experiências.”


O Matheus Antunes, ex-estagiário do núcleo de Publicidade e Propaganda lembra ter pego um projeto bem bacana na agência assim que começou a trabalhar. “Estava rolando o planejamento da campanha de comunicação da 6º Edição do Encontro Internacional de Interacionismo Sociodiscursivo (ISD). Como webdesigner, trabalhei em algumas peças digitais para divulgação do evento, como os totens, por exemplo.” Esse trabalho, alguns meses depois, foi inscrito no Prêmio SET Universitário da FAMECOS/PUC e o foi ganhador como melhor campanha de comunicação, o que é lembrado com muito carinho e orgulho pelo publicitário.

Parte da campanha de comunicação ganhadora do prêmio (Imagem: Behance/Eventos ISD)


Outros mundos


No núcleo de Jornalismo, os estagiários têm a chance de conhecer pessoas e realidades de dentro e de fora da universidade.. No começo de 2020, pouco antes do isolamento social, a Lisandra Steffen teve a oportunidade de conhecer uma dessas outras visões do mundo e escrever sobre isso. “Era um projeto muito bonito das professoras do curso de Letras”, conta. “Eu tive contato com uma realidade muito diferente da minha, que foi conversar com os apenados e dar voz para pessoas que, todos os dias, têm a voz silenciada pela sociedade.”


Esse projeto, temporariamente parado agora, devido a pandemia, permitia aos apenados ter contato com o grupo das professoras, uma vez ao mês. Entre cada visita, eles tinham de ler um livro e depois realizar uma espécie de prova, o que rendia remissão da pena.


Essas experiências, fora da sala de aula, mas ainda com a supervisão de professores, foram o que deram fôlego para a Dominique Nunes, ex-repórter do Portal Unicos, publicação da Agexcom anterior ao Portal Mescla, para encontrar o cartunista Mauricio de Souza. “Foi na Feira do Livro, em 2014”, lembra ela. “Eu e uma colega, a Mari, fomos na coletiva de imprensa do Mauricio de Sousa, e consegui fazer uma pergunta para ele. Essa pergunta era a chave da minha pauta e consegui escrever para o Unicos.”


Além disso, era ano de Copa do Mundo, e a Dominique também trabalhou em parceria com o portal Terra. “Fizemos várias saídas e cobrimos pautas diferentes do habitual. Foi muito legal ter a oportunidade de viver a Copa do Mundo por outra óptica e ter meus textos publicados no Terra, mesmo estando apenas no 5º semestre.”Já no caso desta repórter que vos escreve, um trabalho na Agex que nunca esquecerei é este aqui. Para fazer esta matéria,  acompanhei os alunos do curso de Produção Fonográfica em uma visita à aldeia Ka’aguy Porã, em Maquiné. Foi quando percebi, na prática, a dificuldade que o jornalista enfrenta durante a carreira, na tentativa de se aproximar de grupos sociais que não convivemos, sobretudo os formados por etnias marginalizadas na sociedade. Foi acima de tudo um exercício de empatia. É também, nesta linha, que a Kellen Dalbosco compartilha sua memória marcante da Agex.


Jornalismo humanizado


Em 2018, quando o Brasil passava por um momento de tensão com os refugiados venezuelanos, que frequentemente eram taxados como fugitivos ou “ladrões de emprego”, a Agex foi até um grupo desses novos moradores, em Esteio, para conversar. Essa é a lembrança mais marcante da Kellen que, junto com os colegas Natan Cauduro, Eduarda Bitencourt e Gabriel Ost, produziu uma série de matérias e podcasts sobre esse encontro.

Parte I dos dois episódios produzidos pelos estagiários (Reprodução Spotify)


“Na hora de escrever o texto, me guiava mais pela lembrança do que pelo áudio que tinha gravado”, recorda Kellen, já que a barreira linguística parecia menor graças aos trejeitos e expressões dos entrevistados. Mas não foi só isso que fez essa história ser tão importante para ela. “Eu lembro que conhecer essas pessoas foi muito chocante, porque a ficha finalmente caiu. Eu já tinha feito entrevistas com refugiados haitianos, mas em Garibaldi (minha cidade), onde viviam em condições melhores do que os recém chegados da Venezuela.”


Na época, a circulação de informações falsas e agressivas sobre os refugiados tinha se tornado fonte de preocupação para os governos municipais, já que os brasileiros acusavam os venezuelanos de estarem tentando roubar as vagas de emprego. “Quando a gente chegou, eles não tinham nada. Estavam em um lugar emprestado, com as roupas do corpo, vivendo de doações. Quando tu se depara com a realidade, vê que o que as pessoas falam é mentira, é óbvio.”


Para a jornalista, esse encontro deixou marcado o sentimento de dever com as pessoas. “É difícil e importante, porque tu acaba entendendo que o teu trabalho é o que se pode oferecer para o mundo”, explica. “Não podia dar uma casa para eles, não podia buscar a família na Venezuela. Só podia contar a história daquelas pessoas. E talvez a gente tenha conseguido levar um pouco da realidade para quem leu o texto. Não era só um refugiado venezuelano ali, era uma pessoa.”

A Kellen conseguiu conquistar a confiança das crianças graças à câmera (Foto: Reprodução/Instagram)
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