Deu certo

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Histórias que nunca serão esquecidas
“Cinco egressos do curso de Jornalismo contam um pouco sobre reportagens que fizeram para a Beta Redação das quais se orgulham”
Pedro Hameister


Cinco anos ininterruptos de oferta da Beta Redação – a publicação digtial dos laboratórios de jornalismo da Unisinos -, cinco editorias e um grande número de histórias nos mais diferentes formatos, áudio, vídeo, infográfico e muito texto.

Algumas dessas matérias se tornam marcantes para quem as faz, e seguem sendo lembradas mesmo após os repórteres terminarem a faculdade. Pensando nisso, nós, do Portal Mescla, entramos em contato com cinco jornalistas que se formaram em Jornalismo pela Unisinos (São Leopoldo e Porto Alegre) para nos contar um pouco sobre matérias produzidas na Beta que são fonte de orgulho.

Leonardo Vieceli, repórter na GaúchaZH

“Em 2015, o ex-deputado estadual e vocalista da banda Comunidade Nin-Jitsu, Diogo Paz Bier (mais conhecido como Mano Changes) assumiu a diretoria do Badesul, e concedeu uma entrevista para a Beta Redação sobre seu trabalho lá.

Essa entrevista que fiz, combina assuntos pelos quais tenho interesse (economia e política) com um dos gêneros mais bacanas do texto jornalístico, o perfil. Quando produzi a matéria, a intenção era mostrar como um personagem conhecido como músico e deputado enfrentava uma nova função: a de diretor de um banco público.”

Leonardo Vieceli se orgulha da entrevista que fez com Diogo Paz Bier por misturar economia e política, dois assuntos de que ele gosta | Foto: Gustavo Roth, Fundação Piratini

Jean Peixoto, repórter no Jornal VS

“Entre todas as experiências maravilhosas que tive ao longo da graduação em Jornalismo, como os jornais Babélia e o Enfoque Vicentina, por exemplo, a Beta Redação foi, sem sombra de dúvidas, o melhor laboratório para a minha preparação como jornalista. Ali, tive a oportunidade de entrevistar o governador do Estado, de aprimorar meus conhecimentos sobre edição de vídeo e contar muitas histórias.

No entanto, penso que o grande mérito da Beta é a possibilidade de fazer jornalismo em grupo, simulando uma redação, de fato. Editar o trabalho do outro é uma responsabilidade imensa, assim como ter o seu trabalho editado por outra pessoa também é um exercício de aceitação, aprendizado e de construção coletiva, que vem me acompanhando em todas as minhas experiências profissionais e de vida desde lá. Por esta razão, escolhi a entrevista que fiz com o então governador do RS, José Ivo Sartori, que foi um trabalho coletivo. Trabalhamos com texto e vídeo para propor uma cobertura multiplataforma. Aprendi muito fazendo essa entrevista e me orgulho do resultado dela, especialmente, porque foi feita com colegas queridos que também são excelentes profissionais.”

Jean Peixoto entende que foi uma bela oportunidade poder entrevistar o então governador José Ivo Sartori | Foto: Arquivo pessoal

Victória Lima, social media na Usina de Notícias

“De todas as matérias que fiz para a Beta Redação, essa foi a que mais me proporcionou a sensação de estar inserida em uma redação jornalística. A decisão do STF (de acabar com a prisão após condenação em segunda instância) saiu justamente naquela noite em que eu estava em aula na Beta Política, era por volta das 21h. Assim que eu soube da decisão, comecei a apurar as informações e contei com a ajuda da minha editora Caroline Tidra para levantar as fontes. Foi uma adrenalina, e em 1h30min a matéria estava no ar. 

Diferente de outras reportagens que realizei na Beta, essa me proporcionou uma conexão maior com o fato, com a notícia em si, do que com a estética do texto final. Não que o jornalista não deva se preocupar com sua escrita, mas até ali eu não havia experimentado esse outro lado do jornalismo.”

Victória Lima lembra com carinho da ocasião em que precisou escrever uma matéria na correria durante o horário de aula | Foto: Arquivo pessoal

Paulo Egídio, repórter de política na GaúchaZH

Essa reportagem expôs uma proposta legislativa que estava tramitando na Câmara de Porto Alegre, cujo teor ainda não havia sido noticiado por veículos de imprensa e cujo tema provocou um debate sobre a possibilidade ou não de os vereadores terem mais controle sobre o orçamento da cidade.

Foi importante para minha formação produzir esse conteúdo porque, durante a realização, pude entender melhor como funciona a articulação de bastidor no poder Legislativo. Essa compreensão contribui muito para minha atividade profissional, que é o jornalismo político. Além disso, pude jogar luz sobre um tema que é de interesse público, conceito que considero um norteador da nossa profissão.”

Paulo Egídio recuperou a matéria que noticiou uma proposta legislativa da Câmara de Porto Alegre que ainda não havia sido falada na imprensa | Foto: Arquivo pessoal

Tainá Rios, redatora na agência de conteúdo Doxxa

“Eu tenho dois grandes momentos de matérias que fiz na Beta. O primeiro que gosto muito de lembrar é a “#OcupaTudoJulinho”, que fiz com meu colega Vinicius Ferrari para a editoria de Geral. As escolas estaduais estavam em greve e fazendo ocupações, e a gente conseguiu entrar no colégio Júlio de Castilhos porque éramos uma mídia independente e universitária. Eles deixaram a gente entrar e passar uma tarde lá dentro com eles. Os alunos e professores foram muito receptivos com a gente, assim que entramos eles nos mostraram a escola e como estava funcionando a ocupação. Na matéria tem um mini documentário com filmagens lá de dentro, e a gente colocou os alunos como protagonistas para explicarem como estavam se organizando naquele momento.

Outro momento muito especial foi na editoria de Cultura, onde participei da cobertura do “Cássia Eller – O Musical”. Eu sou muito fã da Cássia Eller e estava esperando ansiosamente por esse musical. Já assisti ele três vezes, e a primeira vez foi como repórter de Cultura da Beta. Conversamos com uma das atrizes principais, com o produtor e roteirista da peça, acompanhamos o musical e fizemos uma crítica. Foi muito legal porque conseguimos colocar vários formatos de linguagem do jornalismo cultural.”

Enquanto repórter na Beta, Tainá Rios conseguiu prestigiar o musical da Cássia Eller, de quem ela é muito fã | Foto: Arquivo pessoal
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