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Alunos de PP realizam pesquisa para entender o impacto do home office na profissão
“A primeira fase do estudo será feita até o dia 1/10 e contará com a parceria da Associação Riograndense de Propaganda”
Tynan Barcelos


Se a prática do home office já estava em evidência nas relações de trabalho contemporâneas, com a chegada da pandemia de Covid-19, o fenômeno aumentou. Porém, o tema é controverso entre especialistas e praticantes da modalidade. Ao mesmo tempo em que o home office proporciona agilidade e comodidade, principalmente pelo fato de os empregados não precisarem se deslocar até a empresa, a atividade tem gerado também estresse e isolamento.

Tentando entender como o trabalho remoto afeta o cotidiano de publicitários, estudantes da disciplina de Pesquisa de Mercado, do curso de Publicidade e Propaganda da Unisinos, ministrada pela professora Taís Flores da Motta, estão desenvolvendo uma pesquisa. A ideia é compreender as práticas profissionais de publicitários a partir da nova realidade.

A primeira etapa do estudo – etapa quantitativa – está sendo aplicada desde o dia 22/9, com término previsto para 1/10. Qualquer profissional que atua no mercado publicitário pode participar da pesquisa. Basta acessar este link. A pesquisa está sendo produzida em parceria com a Associação Riograndense de Propaganda (ARP), que auxiliará na aplicação junto aos seus associados.

Taís Motta revela que a adesão da comunidade em responder a pesquisa, até o momento, está muito satisfatória. “Faremos a parte quantitativa até meados do Grau A e, depois, no Grau B, nos dedicaremos à parte qualitativa”, explica a professora. O objetivo da turma é publicar os resultados ao final do semestre, para que os interessados possam usar os dados e contribuir para o entendimento e aprimoramento do tema home office.

A motivação em realizar a pesquisa surgiu quando os estudantes perceberam que há estudos sobre o impacto da pandemia no mundo do trabalho em publicidade, porém todos apontando para o cenário nacional. Por isso, visando um melhor recorte, a pesquisa “Home Office PP” quer observar a realidade no Estado do Rio Grande do Sul. Além de revelar as mudanças e dificuldades acentuadas pelo surgimento da Covid-19, o resultado da pesquisa servirá para direcionar ações de inovação no meio publicitário.

Segundo pesquisa realizada em 2020 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no Brasil, 20,8 milhões de pessoas estão aptas a trabalhar em regime de home office. Quem tem mais chances são os profissionais da ciência e intelectuais (65%), seguidos de diretores e gerentes (61%), apoio administrativo (41%) e técnicos e profissionais de nível médio (30%).

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