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Os bebês que emocionam a Agexcom
“Nesses dezoito anos, além de muito conteúdo produzido, a história da agência passa também pelo nascimento dos filhos de professores, alunos e funcionários da Agex”
Bruna Lago


Com quase duas décadas de existência, é esperado que muitas pessoas tenham passado pela Agexcom. Nessa semana, especialmente, vamos falar sobre as crianças que nasceram enquanto seus papais ou mamães faziam parte da equipe, tornando-se assim, nossos bebês Agex.

Paternidade em dose dupla


E essa história começa lá em 2010, quando o professor Robert Thieme, na época funcionário do núcleo de Publicidade e Propaganda, trouxe a notícia de que havia um bebê a caminho. Ele contou primeiro para os outros dois funcionários, seus colegas mais próximos, e então a grande novidade foi se espalhando “Foi uma época muito legal”, conta Robert. “O pessoal da agência se reuniu e fez um chá de fralda surpresa. Eles compraram fraldas, brinquedos e claro, comes e bebes, que é bem característico da Agex.”

Esse é o Robert, lá em 2010, com os presentes que o Matheus recebeu (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)


E assim foi a chegada do Matheus. Depois, já em 2016, quando foi a vez do segundo nascer, o Leonardo, a Agex repetiu a dose de carinho. “Por ser mais novo, o Leonardo não foi tantas vezes (a Agex), mas o Matheus ia praticamente uma vez ao ano. Se acontecia alguma coisa e não tínhamos com quem deixá-lo, levava ele”, relembra o professor, que trabalhou até 2020 como tutor e gestor de Publicidade e Propaganda na Agexcom. “O Mateus sempre gostou de desenhar, então ele queria ver os trabalhos que o pessoal fazia. Eles mostravam e explicavam, era muito legal essa interação.”


Para Mateus, a Agex tinha um nome especial: oficina. E era lá que os estagiários colocavam o pequeno – e quem sabe futuro colega – para trabalhar com eles, produzindo desenhos que depois iam sendo pendurados pela agência — ops, oficina.

Leonardo não chegou a ser um publicitário, como o irmão mais velho, mas conheceu a Agex (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Surpresa boa


O tempo foi passando, e novos pequenos visitantes foram chegando ao mundo. Em 2012, ano em que se comemorava os 40 anos dos cursos de Comunicação, veio a surpresa. Fazia pouco tempo que a Cristiane Rodrigues Herold estava no núcleo de Relações Públicas quando uma das estagiárias desconfiou da possível gravidez. “Como estava tentando engravidar fazia tempos e não dava certo, quando engravidei, não estava mais esperando”, relembra Cris.


Depois de um mal-estar  no carnaval, resolveu fazer um exame, mais por desencargo de consciência. E dessa vez era verdade! 


E os estagiários também tiveram um papel importante na divulgação da notícia da gravidez, já que no dia que a Cris descobriu, estavam apenas eles e os funcionários na agência. Com os professores em capacitação e uma novidade dessas, ninguém mais queria trabalhar naquele dia. E a partir daí, eles se empenharam em fazer a Cris descansar mais, já que era um período cheio de atividades e ela sempre estava em movimento. “O pessoal realmente cuidava. E eu tinha a minha gaveta cheia de comida, para não ficar com fome. Todo mundo evitava comer coisas na minha frente, senão ficava com vontade”, explica ela. “Uma vez os alunos estavam comendo pastel e eles tiveram que descer até o Fratello comprar um para mim. Quando íamos comer xis com azeitona, já avisavam para colocar muita azeitona porque eu estava grávida.”


A gravidez da Cris foi tão saborosa, que sua maior lembrança da festa junina daquele ano é estar sentada ao lado da panela de molho de cachorro quente, comendo um potinho do condimento. 


Só que o danadinho do Arthur não queria contar que era um menino até mais ou menos o sexto mês de gestação. Nesse meio tempo, os estagiários fizeram até um bolão para escolher o nome dele.


Logo depois, por conta da gravidez de risco, ela teve que ficar de licença, e o acompanhamento foi à distância. E para comemorar a chegada do Arthur, foi feito um chá de fralda da agência. Mais tarde, quando ele nasceu, os estagiários de RP foram visitar e levaram os primeiros adesivos da comunicação.

Da para resistir ao bebê da comunicação? (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)


Quando a Cris voltou ao trabalho, o novo integrante do núcleo de RP passou a visitar a agência com frequência, passeando de colo em colo, é claro. “Uma vez, quando ele tinha um ano e meio ou dois, estava na agência comigo no final da tarde. Duas estagiárias estavam imprimindo um trabalho para entregar logo mais, e quando eu vi, as duas estavam em volta dele dizendo: ‘não, Arthur! Devolve para a tia, devolve!’. E ele olhando com a carinha de quem diz ‘mas é papel, eu vou rasgar’”, narra Cris aos risos. Depois do trabalho salvo, ficou uma boa lembrança.

Com as visitas do Artur, os estagiários tinham sempre muitas atividades (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Um ano agitado


Também em 2013, a professora Letícia Gomes da Rosa foi surpreendida com a chegada do segundo filho. Antes de dar a notícia para a agência, ela conversou com o coordenador de Publicidade e Propaganda e com a professora Thaís Furtado, que na época era a coordenadora da Agex. “A Thaís é muito compreensiva, muito mãezona”, explica. “Ficou muito feliz com a notícia. E depois contei para a equipe, que acabou participando bastante dessa fase. Os estagiários eram muito queridos, participaram carinhosamente desse momento que também é tão diferente.”


Mas como aconteceu no caso da Cris, 2013 era um ano com muita demanda e, para complicar ainda mais, a Letícia acabou assumindo além dos seus estagiários, os alunos que trabalhavam com sites. “Nós tínhamos três alunos coordenados por um professor que acabou saindo da universidade. Foi terrível!”, ri a professora. “Eu era da área mais próxima, mas na ocasião não tinha tanta experiência e foi muito desafiador.”


Sua memória dessa época é de muito trabalho e os estagiários sempre trabalhando bastante, o que a enchia de preocupação. Foi nesse cenário que, em uma consulta de rotina, sua médica disse que já era hora de parar, o que a pegou de surpresa uma segunda vez. “Eu estava com a pressão muito alta e precisava evitar uma pré eclâmpsia. Então não voltei mais para a agência.”


Quando os alunos souberam, encheram a caixa de mensagens e de e-mails com mensagens carinhosas. “Todos muito queridos, me desejavam uma boa recuperação e que eu descansasse, porque iam fazer tudo direitinho”, relembra. Mas como ela teve de sair antes do tempo, acabaram não fazendo um chá de fralda para a Helena, a bebê da Agex que nasceu também em um período agitado.

Depois de uma gravidez agitada, nada melhor do que um sono tranquilo (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Bebês apressados


Em 2016, também nasceu o Noah, filho da Anelise Zanoni, na época professora do núcleo de jornalismo da Agex. Ela já estava na agência há três anos quando descobriu que ia ser mãe, e começou contando para os coordenadores, que também haviam acompanhado seu casamento no período que estava com eles. “Como fiquei seis anos na Agex, coisas muito importantes se passaram.”


Mas apesar da tranquilidade, a Anelise não estava se sentindo muito bem durante a gestação e teve que sair de licença logo após o chá de fralda. O Noah então nasceu prematuro, com apenas 36 semanas de gestação, e logo em seguida teve que fazer uma cirurgia.


“Dia desses, fazendo uma faxina no meio da pandemia, resgatei um caderninho que o pessoal da agência fez para ele”, conta ela. “Cada um escreveu uma mensagem, na época. Eu reli essas mensagens e li para o Noah e ele ficou emocionado. Engraçado, ele só tem três anos, mas ficou emocionado. Tocou o coração dele saber que as pessoas estavam felizes com a sua chegada.”


Depois desse período, como ele ainda era bastante pequeno e precisava de cuidados, a professora passou a voltar para casa, em Canoas, todos os dias, depois do expediente na Agex. Ela amamentava o Noah e voltava para a Unisinos, onde ainda dava aulas à noite. E essa foi a sua rotina durante vários meses.

Novidade acidental


Depois disso, foi só em 2018 que a Catarina, filha da professora Débora Gadret  chegou à Agex. Presente na agência desde 2011, Débora soube que estava grávida por causa de um pequeno acidente em casa. Apressada para desligar o despertador, ela levantou muito depressa da cama e torceu o pé. E na função de verificar se não havia machucado muito, descobriu a boa nova. 


A Débora também começou contando aos supervisores, depois para a equipe, mas por causa do pé machucado, a agência de São Leopoldo não pode acompanhar tanto essa fase. “Fiquei de licença duas semanas, e quando voltei, não conseguia dirigir até São Leopoldo. Só ia no dia que também dava aula à noite, quando meu marido me levava e buscava”, conta. “O pessoal da Agex de Porto Alegre ficava na torre educacional e eu passei a maior parte do tempo com eles. Então o pessoal ia vendo aos poucos a barriga crescer.”


A professora Nadege Lomando, que apenas ocasionalmente conseguia se encontrar com a futura mamãe na agência, sempre ficava emocionada e perguntava sobre todo o processo, uma das maiores lembranças de Débora. E depois que a Catarina nasceu, ela aproveitou para fazer um book fotográfico com os estagiários de jornalismo da Agex-Poa, que obviamente, curtiram demais. 

Logo depois de chegar, a Catarina já fez sucesso com a equipe de jornalismo (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Começando a vida


Em 2019, mais ou menos um meio ano depois de começar na agência como estagiário de Publicidade e Propaganda, o estudante Josiel de Souza se tornou pai. “Eu contei logo na minha apresentação, quando entrei na agência. O pessoal ficou um pouco surpreso, porque era meio inédito, mas todos receberam super bem”, lembra Josiel. Como a gestação da Amélia já estava em andamento, quando a ex-esposa do estagiário estava para dar a luz, recebeu um chá de fralda da equipe, com direito a presentinhos e muita comemoração. 


Foi também uma forma de incentivar o esforço dos pais, já que nos meses seguintes,  a rotina de trabalhar, estudar e cuidar da recém nascida era bastante exaustiva. “Eu chegava cheio de olheiras na Agex”, diz o estudante.

Agora que a Amélia dorme noites inteiras, o papai anda mais descansado (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)


E embora agora estejamos afastados pela quarentena, adotando o formato home- office, é fácil supor que o Henrique Souza esteja passando pela mesma coisa, já que há poucos meses ele se tornou pai do Heitor. 


“Foi uma surpresa”, comenta Henrique.  “Não foi planejado, a gente não estava esperando, mas se descobriu em um exame de rotina.”


Como o Henrique e a Maria da Conceição já tinham perdido uma gestação,  resolveram esperar um tempo para contar que dessa vez iriam mesmo ser pais. “Quando já estava com uns três, quatro meses, contei para a Cris. E foi só quando o médico disse que estava tudo certo que comecei a contar. Todo mundo recebeu bem a notícia.”


O home-office deu ao Henrique a chance de curtir o bebê durante a quarentena. A preocupação é dobrada para proteger a pequena vida que apenas começou, mas os dias têm sido bem animados para ele. 


E se por um lado a agência lamenta não estar pertinho para suspirar pelo Heitor, por outro, deu seu jeito de participar deste momento. À distância, os estagiários, funcionários e professores gravaram vídeos com mensagens ao papai novato, desejando todo o carinho que a Agexcom pode dar. “Aquele vídeo me fez chorar horrores”, ri Henrique. “Me deixou muito emocionado, de verdade.”

Aqui, torcemos bastante para logo o Heitor poder visitar a Agexcom (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
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