Deu certo

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Pesquisadores têm projetos sobre ensino de idiomas premiados
“Doutorando e doutora representam o PPG em Linguística Aplicada da Unisinos em duas premiações”
Lisandra Steffen


Nos últimos meses, dois pesquisadores do PPG em Linguística Aplicada da Unisinos ganharam dois prêmios importantes. Um deles foi a XIII Mostra de Ciências e Tecnologias (Mocitec) do Instituto Federal Sul Riograndense (IFSul) – campus Charqueadas, evento que conta com pesquisas em diversas áreas do conhecimento, do Ensino Fundamental a Pós-Graduação. O doutorando Marlon Rio obteve o primeiro lugar na categoria de Pós-Graduação com a pesquisa “Tecnologias digitais no desenvolvimento da oralidade em língua inglesa na escola pública”. 


Outra distinção foi o Prêmio Professor Rubens Murillo Marques. A doutora em Linguística Aplicada, Rafaela Drey, foi uma das três vencedoras da 9ª edição, com o projeto “O ensino de língua inglesa na prática: micropráticas de ensino como estratégias de formação inicial de professores de língua estrangeira”. A premiação é uma iniciativa da Fundação Carlos Chagas que visa divulgar experiências educativas feitas por docentes dos cursos de Licenciatura.


O amor por ensinar


Marlon é professor de seis línguas estrangeiras, com experiência em escolas públicas, privadas, de idiomas, além de dar aulas particulares. Ele contou que se tornou professor pelo amor que tem em compartilhar conhecimentos em diversas línguas. “Percebo que, por meio da linguagem, o ser humano pode não apenas expandir o seu mundo, mas o das pessoas à sua volta, uma vez que os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo”, explicou. A pesquisa do Marlon lida com o uso de tecnologias digitais e a colaboração entre alunos para o desenvolvimento da oralidade em língua inglesa na escola pública. O doutorando conversou com o Mescla e contou um pouco da experiência na Mocitec. “A apresentação foi muito bem recebida por toda a banca examinadora, que elogiou muito a proposta do projeto e os resultados alcançados até agora”, completou.


Para o pesquisador, aprender idiomas, na escola pública, não é apenas uma questão de ser possível ou não, mas, sim, um direito assegurado por leis educacionais. Por isso, a universidade e a escola podem trabalhar juntas, de maneira colaborativa, cidadã, emancipadora e humanitária. 


Marlon, por ser ex-aluno do IFSul, ainda recebe convites para a participação de eventos acadêmicos da instituição, e foi assim que ficou sabendo da Mocitec. Para o pesquisador, o prêmio “é a concretização de um sonho que sempre almejei realizar: equacionar a teoria e a prática de maneira criativa, colaborativa e humanamente significativa”, contou.

Incentivo a quem ensina a ensinar


Professora no Instituto Federal do Rio Grande do Sul – campus Osório, Rafaela ajudou a implantar, em 2015, a Licenciatura em Letras – Português/Inglês. Ela coordenou o curso por três anos e meio e suas pesquisas se voltam para a área de formação inicial de docentes de língua estrangeira. Ao notar a carência de profissionais qualificados atuando na escola básica, a pesquisadora surgiu com um projeto que oportuniza a atuação prática dos licenciados na sala de aula. O projeto de extensão está vinculado à disciplina de Metodologia e Laboratório de Ensino de Língua Inglesa e, segundo Rafaela, é bastante trabalhoso, mas muito gratificante. “Como formadora de professores, é na dimensão prática que consigo observar a emergência da profissionalidade dos docentes, ou de ‘como e quando’ eles emergem como professores, não apenas como alunos de licenciatura”, contou.


Os retornos desse trabalho já são visíveis, uma vez que os dados coletados com os licenciados já mostram que as micropráticas foram decisivas para o futuro profissional de cada um. Além disso, os alunos da escola parceira também relatam que as atividades os motivam a estudar mais o idioma ensinado. “Esse retorno é muito positivo e indica que estamos no caminho certo”, completou a pesquisadora. Rafaela contou que todos os anos os professores recebem a divulgação do prêmio através do e-mail institucional do IFRS, mas nunca pensou que o projeto se encaixava no evento. Quem viu o potencial do trabalho e insistiu na inscrição foi o marido dela, que também é professor do Instituto. “O prêmio foi atribuído ao projeto das micropráticas de ensino, no entanto, para mim, ele representa algo muito mais amplo: o reconhecimento de toda a minha trajetória acadêmica e profissional. É, sem dúvida, até aqui, o grande marco da minha carreira”, contou.


O nome do prêmio recebido por Rafaela, professor doutor Rubens Murillo Marques, é uma homenagem a um dos presidentes fundadores da Fundação Carlos Chagas (FCC), uma forma de reconhecimento da trajetória acadêmica do docente.A cerimônia de entrega será na sede da FCC, em São Paulo, nesta sexta-feira, 22 de novembro. “Vai ser um momento bastante emocionante, mas, sobretudo, de compartilhamento de experiências, visto que os premiados terão 30 minutos para apresentar seus projetos aos convidados e autoridades presentes”, finalizou Rafaela.

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