Inteligência emocional é debatida na Feira do Livro - Portal da Indústria Criativa


Inteligência emocional é debatida na Feira do Livro

Escritora palestrou sobre lidar com as próprias emoções e abandonar o ego

Postado em: 12/11/2018
Por: Gabriela Stahler

Diversos autores gaúchos marcaram presença na 64ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre para divulgar obras e compartilhar conhecimento. Na tarde da quinta-feira, 8 de novembro, foi a vez de Sirilei Steffen Gambin apresentar o livro “Desperte para a Inteligência Espiritual e faça a sua jornada valer a pena”, em uma palestra no Clube do Comércio. 

O conceito de Inteligência Emocional é saber identificar e lidar com emoções, porém a autora contou que prefere substituí-lo por Inteligência Espiritual. “O caos que temos nesse mundo é por cada um defender a sua verdade. A inteligência emocional nos ajuda a nos relacionar uns com os outros e entender isso, mas ela não nos tira de nossas ilusões”, disse destacando que o autoconhecimento e o perdão são parte do termo.  

Sirilei lembrou, na ocasião, que decidiu escrever seu livro ao ouvir o conselho de uma amiga, após um processo de mudança e autoconhecimento. “Eu tinha sucesso, uma empresa que ia muito bem. Mas, aos 35 anos, minha vida mudou quando perdi meu pai. Comecei a olhar a vida de uma forma diferente e entender que as emoções estavam por trás do câncer que meu pai teve”, explicou. 

Para entender mais as próprias emoções e aprender sobre o assunto, a autora fez cursos e dedicou-se a leituras. “Eu percebi que é verdade o que dizem sobre a felicidade estar dentro de nós, mas ainda não tinha conseguido encontrar ela dentro de mim, então busquei estudar a espiritualidade”, contou. Antes de escrever o livro, ela usou sua experiência com a perda do pai como inspiração para dar palestras, além de escrever textos para as redes sociais.  

Lidando com emoções e pensamentos 

A inspiração nos budistas é constante no trabalho da autora, que procura não defender uma religião específica em sua fala. “O ego nos ensina que para ser feliz precisamos ter coisas, nos desenvolver, mudar nossas atitudes. Mas a felicidade mora dentro de nós, é quem nós somos de verdade. Fomos criados para ser felizes”, opinou. Sirilei defendeu que as pessoas tenham consciência das barreiras que criam contra a própria felicidade. 

Ainda em sua fala, na Feira do Livro, a autora abordou a importância do autoconhecimento e o ato de prestar atenção na própria consciência. “É isso que determina o nível de qualidade da nossa vida. O mundo reflete os nossos pensamentos”, concluiu.  

 

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