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Arthur Noswitz

“O próprio clima e a dinâmica da música podem fazer tu ficar agitado ou calmo e é isso que eu mais levo dela: uma forma de se comunicar”

Postado em: 20/11/2017
Por: Thamyres Thomazini

A paixão pela música se desenvolveu muito cedo na vida do formando no curso de Produção Fonográfica da Unisinos Arthur Noswitz, de 23 anos. Já aos quatro anos começou a ter aulas de piano com a conhecida professora Eva Maria Alves até realizar algumas apresentações na Sociedade Orpheu, local de eventos de São Leopoldo. Antes de fazer a graduação na Unisinos, ele cursou licenciatura em Música na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, em Montenegro, e na Faculdade EST, mas resolveu mudar para um currículo mais amplo que trabalhasse estúdio, gravações, toda a preparação de um artista, como marketing, comunicação com clientes e outras disciplinas abrangidas na universidade.

Um dos grandes incentivadores e apoiadores é o pai, que também nutre um amor pela música. Aos 12 anos, Arthur voltou seu interesse para a guitarra e foi o pai que o presenteou com o primeiro instrumento. Dessa vez, o estudante foi autodidata, aprendendo as notas, melodias e arranjos com vídeos no Youtube de importantes bandas como Led Zeppelin, Pink Floyd, com solos do David Gilmour e outros artistas consagrados. Divulgar o som nas ruas de diversas cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina também fizeram e fazem parte da vida dele. E foi a partir de algumas destas apresentações que Arthur conseguiu vender alguns cds caseiros e o convite para trabalhos remunerados, como shows em festas, eventos e aniversários.

Desde 2016 é guitarrista na banda Maleta Elétrica,  um power trio de rock instrumental formado por ele, Frédéric Helfer, na bateria, e Genésio Monteiro, no contrabaixo. O grupo nasceu da vontade de Arthur de divulgar músicas que foi compondo ao longo dos anos e de ser um músico conhecido. Atualmente possui em seu setlist dez músicas, cinco delas estão no  EP homônimo. O disco visual e ao vivo está disponível no Youtube, em plataformas de streaming como o Spotify e em CD físico. Para comprar um exemplar e conhecer melhor a música deles é só acessar o site https://arthurnoswitz.46graus.com/maleta-eletrica/.

(Reprodução/Facebook)

Assim como todo músico iniciante, aceitar os mais diversos trabalhos e apresentações fazem parte da trajetória. Tocar em bares, parques, praças, espaços culturais são alguns dos meios possíveis. Entre as participações mais reconhecidas da Maleta Elétrica estão a  abertura do show do músico vencedor do Grammy Latino, Ian Ramil, em Santa Cruz do Sul, o Holiday Rock Festival III, em Sapucaia do Sul, o Festival Espacial da Querência Garagística, em Porto Alegre e o encerramento dos eventos da Virada Sustentável 2017.  “Muitas oportunidades surgem no próprio curso de Produção Fonográfica. Como tu acaba conhecendo muitas pessoas, muitos lugares, a gente acaba trocando muito com pessoas do mesmo ramo do mercado musical”, explica o músico.

“A música pode representar muito para mim. Ela pode ser política, um ato de crítica,  tocar em questões que não são tocadas. É uma forma de expressão completa que pode ser feita além das palavras, isso com a música instrumental. Através de sonoridade, tu pode transmitir uma mensagem sem que isso seja totalmente explicito. O próprio clima e a dinâmica da música pode fazer tu ficar agitado, calmo e é isso que eu mais levo dela: uma forma de se comunicar”. 

Viver de arte não é algo fácil e leva tempo. Muitas bandas passam mais de dez anos buscando o sonho da fama e do sucesso, por  isso buscar outras funções no mercado tem se tornado uma opção para os profissionais. Arthur planeja para o futuro permanecer lutando e correndo atrás do reconhecimento do trio musical que fundou. “A música é um trabalho de construção muito devagar. Eu pretendo manter a Maleta Elétrica, mas sempre estar aberto a novas oportunidades, novos projetos, novas gravações e explorar tudo que o mercado tem para oferecer e que as relações com os músicos possam vir a formar”, diz o guitarrista.

(Reprodução/Facebook)

Quando o projeto de criar um grupo musical começou a crescer, a necessidade de um local próprio para ensaios e gravações surgiu. Um espaço modesto no centro da cidade foi o começo dessa caminhada. O Estúdio Eletrola agora está sediado na própria casa de Arthur e oferece serviços de produção fonográfica, mixagem, masterização, criação de peças musicais, ensaios e claro, gravações das músicas da Maleta Elétrica. “Um tempo atrás eu até gravei um jingle para uma campanha política, então há sim pessoas que procuram o estúdio através da página no Facebook, principalmente, e eu acabo trazendo aqui, gravando e entregando o material para os clientes”, explica.

O guitarrista também tem outras atividades e interesses. Há quase 10 anos é vegetariano e há 3, vegano. Decisão que tomou em prol tanto dos animais, quanto do planeta e meio ambiente. “Como gosto muito de estudar pela internet, assistir documentário, por isso acabei vendo muitas situações e condições que a floresta Amazônica e o mundo estão pelo abate de animais e pelo consumo de água, que estes animais necessitam para o consumo. Além de ser uma questão de saúde”, esclarece Arthur sobre a escolha que não comer carne.

(Reprodução/Facebook)

Para finalizar o estudante conta também que entre um dos seus  maiores sonhos de vida como músico é fazer uma turnê e poder mostrar seu som para um grande e diferente público. Hoje em dia, um profissional que inspira a banda e ele próprio é o músico e coordenador do curso de Produção Fonográfica da Unisinos, Frank Jorge, que os auxilia em questões da administração do trio, questões de divulgação, apresentações.

 

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