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Rumenig Pires

"Eu sempre sonhei em ser roteirista e diretor de cinema"

Postado em: 15/08/2017
Por: Eduarda Bitencourt

Dúvidas. Elas eram a companhia constante de Rumenig antes de ele entrar na faculdade. Direito, Educação Física, Publicidade e Cinema eram alguns dos cursos que pareciam alternativas prováveis para o rapaz natural de Esteio.

Apesar de tantas opções, nenhuma era a certa. Foi somente após seu pai ler em um jornal sobre o curso de Comunicação Digital que ele percebeu que havia encontrado um caminho. “Comunicação Digital foi o que eu escolhi porque era o mais multidisciplinar, havia vários interesses. Eu pensei ‘bom, se eu estou em dúvida entre várias áreas, esse curso vai me apresentar várias opções’”, relembra ele.

As áreas de afinidade de Rumenig foram preenchidas ao longo do curso. Publicidade, programação, audiovisual e projetos experimentais – a cada semestre os conteúdos e conhecimentos aumentavam. Tantas disciplinas diferentes não fizeram apenas com que os alunos conhecessem várias áreas, mas também que se entendessem melhor. “Toda graduação é uma porta de entrada, depois tu vai seguindo a área que mais tem apelo para ti. Dentro das áreas apresentadas, eu gostei de várias, mas o audiovisual foi a que continuou sendo aquela que eu mais gosto”, explica ele.

Uma das coisas mais marcantes para Rumenig foram as possibilidades de criação e descobertas de novas tecnologias. “Nas cadeiras de produtos experimentais desenvolvemos várias coisas legais. A gente desenvolveu um projeto de filmagens em 3D e é muito bom um semestre de audiovisual chegar nesse nível de experimentação técnico” relembra ele.

O projeto de filmagens em 3D acabou virando um curso de extensão que Rumenig ministrou junto com Tiago Lopes, professor que tinha entregue sua prova do vestibular quando ele chegou na Unisinos e acabou se tornando amigo dele durante o curso. “Esse projeto experimental específico me permitiu aprofundar na tecnologia do cinema e ter experiência de dar aulas. Ministrar um curso de extensão foi o que me despertou para o mestrado, junto com o TCC, que eu curti também”, conta ele que atualmente está no segundo ano do mestrado sobre cinema.

Curso de filmagem em 3D (Foto: Divulgação)

O cinema, porém, não veio das descobertas da graduação. “Meu pai é um cara que sempre gostou de cinema e eu acabei herdando esse gosto, é uma coisa que vem de família”, relembra. No Ensino Médio, todos os trabalhos de vídeo começaram a ser editados por ele. “Eu fui vendo que eu gostava, que eu era bom nisso e decidi investir nessa área.” E assim os filmes, aos poucos, deixaram de ser um hobby para se tornar uma profissão.

A vontade de empreender também se manifestou cedo. Rumenig tentou uma empresa de impressões de fotos em 3D, mas quando não viu resultado nesse mercado, surgiu a Judgement Day Filmes, sua produtora. A empresa surgiu da parceria entre Rumenig e seu colega Luca Mendes, após formados.

“A gente queria fazer uma produtora de vídeo que tivesse essa pegada mais cinemática e hollywoodiana. A ideia inicial era fazer clipes de música e vídeos institucionais assim, a gente tentou capturar a grande eloquência dos filmes de ação da era VHS, com estética VHS e ligeiramente retrô”, explica ele.

A empresa realizou um grande número de trabalhos. Foram 10 clipes (dois deles para a banda Tequila Baby), 4 curtas, 15 vídeos institucionais e diversas transmissões de palestras e eventos. Atualmente, a empresa conta somente com Rumenig e produz um curta autoral, porém está mais focada em transmissões de eventos online.  “A empresa foi mudando de rumos, até porque eu entrei no mestrado e pude me dedicar menos. Ela foi ganhando outra identidade apesar de o nome continuar o mesmo.”

O mestrado é uma continuidade da vida cinéfila de Rumenig. “Eu acho legal essa continuidade. Eu tinha interesse por filmes desde pequeno, isso atravessou a graduação e virou interesse profissional. Agora é interesse de pesquisa”, conta.

O sonho de ser diretor continua sendo um norte para ele, junto com a vida acadêmica  “Pretendo continuar a carreira acadêmica, fazer um doutorado e manter esta empreitada tanto empreendedora quanto criativa. Eu espero que esse rumo acabe escalando para coisas maiores, produções melhores, dissertações melhores, produtos acadêmicos melhores também”, finaliza.

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