Como o design pode ser utilizado em questões sociais - Portal da Indústria Criativa


Como o design pode ser utilizado em questões sociais

TCCs do curso de Design da Unisinos POA se destacam pelo foco em Inovação Social

Postado em: 02/08/2017
Por: Carol Steques

Hoje em dia o Design está crescendo cada vez mais, e pode ser utilizado em diversas áreas do nosso cotidiano. “O Design tem capacidade de atuar em vários problemas, temos os equipamentos para isso”, contou Ana Maria Coptti Maccagnam. Ela e seus colegas Fabricio Braccini de Araujo,  Helena Gehlen Inhoqui e  Raissa Schmitt Fontoura, estudantes de Design da Unisinos Porto Alegre, pensaram nas questões sociais e inovadoras que podem ser trabalhadas com o Design e fizeram seus trabalhos de conclusão de curso abordando o tema.

Fabricio tem como foco principal do seu trabalho a criação de personagens como fator de inclusão para crianças portadoras de necessidades especiais. Ele acredita que a representação pode mudar a vida de muitas pessoas e fazer com que se sintam inclusas e parte da sociedade.

“O objetivo do meu trabalho é que ao ver personagens na mídia popular com os quais as crianças possam se identificar, elas passem a se sentir mais confiantes e percebam que são parte importante da sociedade e apresentam o mesmo potencial  de viver uma vida feliz que qualquer outra pessoa. Os personagens também tem a tarefa de conscientizar o restante da sociedade sobre as necessidades especiais e seus portadores”, declarou Fabricio.

Tendo como foco principal o empreendedorismo social, o trabalho de conclusãode  Helena desmistificou a ideia de que empresários são “malvados” e abordou que as empresas podem fazer bem para os outros e acabar gerando uma rede. “Eu mostrei que empresas utilizam seus lucros para questões sociais e ambientais. Por ter uma capacidade de pensar no futuro e na inovação, o Design pode transmitir as questões sociais como em escolas e empresas, por exemplo”, contou Helena.

Pensando em um público alvo sem muita visibilidade e que ela não tinha muito conhecimento, Ana Maria quis gerar empatia e mobilidade criando sistemas de informações urbanas multissensorial para deficientes visuais. “O projeto contém três viés: 1 – orientar o deficiente visual (por exemplo: onde eu estou? como eu vou? para onde eu vou?); 2 – engajamento da sociedade (um dos requisitos: como a comunidade pode contribuir?); 3 – campanhas (como as pessoas podem ajudar)”, explicou Ana.

No TCC, Raissa abordou o design para dependência emocional de mães e crianças deficientes intelectuais. “O design tem potencial de ajudar de inúmeras maneiras, tanto visíveis e diretas como formas mais discretas”, declarou Fabricio.

Redes Sociais